segunda-feira, 6 de julho de 2020

Diagnóstico DM1



Hoje vou falar um pouco de como aconteceu quando descobri a DM1:

Foi no começo de 2007 no carnaval viajei com minha família para praia e já estava com alguns indícios para eu não os conhecia, eu estava com muita cede e ia no banheiro quase de 1 em 1 hora, acordava a noite toda para ir ao banheiro. Mas como na minha família mais próxima não existia casos a gente não sabia o que estava acontecendo. Voltamos da praia e vida que seguia normal, voltei a trabalhar. Em um sábado pela manhã no trabalho eu estava muito elétrico não sabia o porquê, sai do trabalho e fui caminhando para casa. Eu andava pelas ruas até minha casa e parecia que estava andando nas nuvens. Minha cabeça não parava de doer também....

Quando cheguei em casa estava muito cansado, deitei e dormir por umas 5 horas (fui descobrir depois que poderia não ter acordado mais). Levantei e tomei uma vitamina que fiz eu não estava conseguindo nem andar direito de tanta dor e minhas pernas estão formigando, eu estava sozinho em casa. Troquei de roupas e fui para o pronto socorro próximo da minha casa, coisa de 10 minutos eu demorei quase 1 hora para chegar! Quando cheguei lá fiquei esperando para ser atendido umas 3 horas. Entrei para o consultório e o médico pediu para fazer alguns exames rápidos e voltar para o consultório para ele analisar (para falar a verdade eu não lembro muito bem do que o médico falou, ele só pediu para mim ligar para minha irmã que ele ia conversar com ela) Ele explicou o que estava acontecendo e pediu para ela ir para o local, pois minha glicose estava acima de 600! Disse a ela que eu iria ter que ficar internado no Hospital da cidade, mas tudo dependia de vaga e da ambulância ir me buscar.

Aí começou o meu tormento, pois o pronto socorro era onde chegava os acidentados para depois irem para o hospital, fiquei na sala onde todos chegavam no soro e com insulina sendo aplicada de 5 em 5 minutos pois não abaixava. Eu estava ficando doido até minha irmã chegar e começar a ver a possibilidade de irmos para o hospital, mas o médico não autorizou ir de carro disse que teria que esperar a ambulância. Mas não aguentava mais ficar ali e já tinha uma vaga que minha irmã já tinha conseguido na Santa Casa “Fugi do Pronto Socorro” e fomos para lá.

Aí começou o tratamento, fiquei internado por quase 1 semana. Fiz muitos exames e quando fiquei lá a glicose subia e descia, mas conseguimos estabilizar ela e tive alta. Fui para e continuava fazendo o tratamento de casa mesmo, 2 dias que tive alta eu não estava enxergando nada. Fui para a Santa Casa para saber o que era e a médica falou que era por causa da glicose ter subido e descido: que como se pegasse um copo de água e colocasse 10 colheres de açúcar a água ia ficar turva assim estava minha visão, com o tratamento ia voltar depois de uns 7 dias voltou ao normal...

Meu tratamento consistia em dieta, medir a glicose e tomar insulina NPH e REGULAR.... 

Continuamos assim até 2014, mas essa vou contar em outro post.

 Abraços

Alfredo Souza

Fotografo | Diabético Tipo1 | Transplantado 

contato@pardeideias.blog.br




sexta-feira, 26 de junho de 2020

Dia Nacional do Diabetes é celebrado em 26 de junho


Olá, tudo bem? Hoje vamos falar um pouco sobre Diabetes...

"Em 26 de junho é comemorado o dia Nacional do Diabetes, uma data que surgiu em parceria entre o Ministério da Saúde e a Organização Mundial da Saúde (OMS) para conscientizar os brasileiros sobre a doença que afeta 8,9% de toda a população do País, segundo dados de 2016 divulgados pelo Ministério da Saúde. Este número corresponde a mais de 18 milhões de pessoas e representa um crescimento de 61,8% em relação a 2006."

Vou começar uma série de POST para ajudar algumas pessoas que sofrem com a DIABETES, vamos começar falando um pouco sobre os tipos de diabetes:

Tipos de Diabetes

Você conhece o famoso pâncreas?

O pâncreas é um órgão localizado atrás do estômago que produz alguns hormônios importantes para nosso sistema digestivo. Em condições rotineiras, quando o nível de glicose no sangue sobe, células especiais, chamadas células beta, produzem insulina. Assim, de acordo com as necessidades do organismo no momento, é possível determinar se essa glicose vai ser utilizada como combustível para as atividades do corpo ou será armazenada como reserva, em forma de gordura.
Isso faz com que o nível de glicose (ou taxa de glicemia) no sangue volte ao normal.

O que é Diabetes Tipo 1?

Em algumas pessoas, o sistema imunológico ataca equivocadamente as células beta. Logo, pouca ou nenhuma insulina é liberada para o corpo. Como resultado, a glicose fica no sangue, em vez de ser usada como energia. Esse é o processo que caracteriza o Tipo 1 de diabetes, que concentra entre 5 e 10% do total de pessoas com a doença.


O Tipo 1 aparece geralmente na infância ou adolescência, mas pode ser diagnosticado em adultos também. Essa variedade é sempre tratada com insulina, medicamentos, planejamento alimentar e atividades físicas, para ajudar a controlar o nível de glicose no sangue.

Veja Também:


O que é Diabetes Tipo 2?

O Tipo 2 aparece quando o organismo não consegue usar adequadamente a insulina que produz; ou não produz insulina suficiente para controla a taxa de glicemia.
Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm o Tipo 2. Ele se manifesta mais frequentemente em adultos, mas crianças também podem apresentar. Dependendo da gravidade, ele pode ser controlado com atividade física e planejamento alimentar. Em outros casos, exige o uso de insulina e/ou outros medicamentos para controlar a glicose.

Veja Também:

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Há outros tipos?

Entre o Tipo 1 e o Tipo 2, foi identificado ainda o Diabetes Latente Autoimune do Adulto (LADA). Algumas pessoas que são diagnosticadas com o Tipo 2 desenvolvem um processo autoimune e acabam perdendo células beta do pâncreas. E há também o diabetes gestacional, uma condição temporária que acontece durante a gravidez. Ela afeta entre 2 e 4% de todas as gestantes e implica risco aumentado do desenvolvimento posterior de diabetes para a mãe e o bebê. Saiba mais no link Diabetes Gestacional

Diabetes Gestacional
O que é?
Durante a gravidez, para permitir o desenvolvimento do bebê, a mulher passa por mudan-ças em seu equilíbrio hormonal. A placenta, por exemplo, é uma fonte importante de hor-mônios que reduzem a ação da insulina, responsável pela captação e utilização da glico-se pelo corpo. O pâncreas, consequentemente, aumenta a produção de insulina para compensar este quadro. 

Em algumas mulheres, entretanto, este processo não ocorre e elas desenvolvem um quadro de diabetes gestacional, caracterizado pelo aumento do nível de glicose no sangue. Quando o bebê é exposto a grandes quantidades de glicose ainda no ambiente intrauterino, há maior risco de crescimento excessivo (macrossomia fetal) e, consequentemente, partos traumáticos, hipoglicemia neonatal e até de obesidade e diabetes na vida adulta.

Como eu percebo que estou com diabetes gestacional?
O diabetes gestacional pode ocorrer em qualquer mulher e nem sempre os sintomas são identificáveis. Por isso, recomenda-se que todas as gestantes pesquisem, a partir da 24ª semana de gravidez (início do 6º mês), como está a glicose em jejum e, mais importante ainda, a glicemia após estímulo da ingestão de glicose, o chamado teste oral de tolerância a glicose.

Quais são os fatores de risco?
  •  Idade materna mais avançada
  •  Ganho de peso excessivo durante a gestação
  • Sobrepeso ou obesidade
  • Síndrome dos ovários policísticos
  • História prévia de bebês grandes (mais de 4 kg) ou de diabetes gestacional
  • História familiar de diabetes em parentes de 1º grau (pais e irmãos)
  • História de diabetes gestacional na mãe da gestante
  • Hipertensão arterial na gestação
  • Gestação múltipla (gravidez de gêmeos).

É possível controlar?
Sim. O controle do diabetes gestacional é feito, na maioria das vezes, com a orientação nutricional adequada. Para cada período da gravidez, uma quantidade certa de nutrientes. A prática de atividade física é outra medida de grande eficácia para redução dos níveis glicêmicos. A atividade deve ser feita somente depois de avaliada se existe alguma contraindicação, como por exemplo, risco de trabalho de parto prematuro.
Aquelas gestantes que não chegam a um controle adequado com dieta e atividade física têm indicação de associar uso de insulinoterapia. O uso da insulina é seguro durante a gestação. É importante destacar que a maioria das gestações complicadas pelo diabetes, quando tratadas de maneira adequada, terão excelente desfecho e os bebês nascerão saudáveis.

Cuidados
O histórico de diabetes gestacional é um importante fator de risco para desenvolvimento de Diabetes Tipo 2. Aproximadamente seis semanas após o parto, a mãe deve realizar um novo teste oral de tolerância a glicose, sem estar em uso de medicamentos antidiabéticos.
Uma ótima notícia é que o aleitamento materno pode reduzir o risco de desenvolvimento de diabetes após o parto. A alimentação balanceada e a prática regular de atividades físicas completam essa ‘fórmula infalível’.

Pré-Diabetes

Já imaginou se o corpo humano contasse com um sistema de alarme que dispara quando o risco de desenvolver uma doença aumenta? Não seria uma chance de mudar seu futuro?
A maioria das pessoas não sabe o que é pré-diabetes. Uma pesquisa feita pela SBD em parceria com o laboratório farmacêutico Abbott apontou que apenas 30% dos pacientes tinham informações sobre essa condição.
O termo pré-diabetes é usado quando os níveis de glicose no sangue estão mais altos do que o normal, mas não o suficiente para um diagnóstico de Diabetes Tipo 2. Obesos, hipertensos e pessoas com alterações nos lipídios estão no grupo de alto risco.
É importante destacar que 50% dos pacientes nesse estágio 'pré' vão desenvolver a doença. O pré-diabetes é especialmente importante por ser a única etapa que ainda pode ser revertida ou mesmo que permite retardar a evolução para o diabetes e suas complicações.
Por que existe essa preocupação? Muitos pacientes, ao serem comunicados de que têm pré-diabetes, não enxergam ali uma oportunidade. Deixam para 'cuidar' quando o proble-ma se agravar. Só que o pré-diabetes pode prejudicar nervos e artérias, favorecendo diversos outros males, a exemplo de infarto e derrames (veja em Complicações)
A mudança de hábito alimentar e a prática de exercícios são os principais fatores de sucesso para o controle. No entanto, para 60% dos pacientes, a dieta é o passo mais difícil a ser incorporado na rotina. Ao todo, 95% têm dificuldades com o controle de peso, dieta saudável e exercícios regulares. Lembre-se: ninguém morre de diabetes, e sim do mau controle da doença.
De acordo com a International Diabetes Federation, entidade ligada à ONU, existem no mundo mais de 380 milhões de pessoas com diabetes. Na maioria dos casos, a doença está associada a condições como obesidade e sedentarismo, ou seja, pode ser evitada. É possível reduzir a taxa de glicose no sangue com medidas simples. Perder de 5 a 10% do peso por meio de alimentação saudável e exercícios faz uma grande diferença na qualidade de vida. Mexa-se!

Fatores de risco:

Assim como Diabetes Tipo 2, o pré-diabetes pode chegar à sua vida sem que você perceba. Ter consciência dos riscos e buscar o diagnóstico é importante, especialmente se o pré-diabetes for parte do que nós chamamos de 'síndrome metabólica':
  • Pressão alta
  • Alto nível de LDL ('mau' colesterol) e triglicérides; e/ou baixo nível de HDL ('bom' colesterol)
  • Sobrepeso, principalmente se a gordura se concentrar em torno da cintura
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Gente essas informações foram  tiradas do site: https://www.diabetes.org.br/

Espero que ajude muitas pessoas, se você conhece alguém que precisa saber mais sobre esse assunto, compartilhe esse POST.

Abraços

Alfredo Souza
Fotógrafo/Blogueiro
contato@pardeideias.blog

domingo, 10 de maio de 2020

Mãe, minha vida...



Mãe palavra simples
que tem varias definições
Amor de mãe um amor que não sai
dos nossos corações.
Tu és minha compreensão,
O sol que resplandece o meu dia.
Tu és a razão do meu viver,
És muito mais do que eu possa te dizer...
O seu sorriso minha mãe
é a minha inspiração;
é lindo e perfeito
não tem nenhum defeito!
Teu olhar minha mãe,
me guia na escuridão
só ele pode fazer brilhar
o meu chão!
Para me despedir eu digo
Dias das mães é uma vez por ano
Mas Dias de mãe nunca terminam
E são esses dias que me animam!


Kássia Maia

quarta-feira, 18 de março de 2020

O que é coronavírus? (COVID-19)

Coronavírus é uma família de vírus que causam infecções respiratórias. O novo agente do coronavírus foi descoberto em 31/12/19 após casos registrados na China. Provoca a doença chamada de coronavírus (COVID-19).
Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.
A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

O que você precisa saber e fazer.
Como prevenir o contágio:


Lave as mãos com água e sabão ou use álcool em gel.

Cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir.


Evite aglomerações se estiver doente.


Mantenha os ambientes bem ventilados.

Não compartilhe objetos pessoais.

Gente, vamos nos cuidar e PREVENIR...

Abraços

Alfredo Souza
Blogueiro/Fotógrafo

domingo, 15 de março de 2020

Transplante Renal . Nefrologia e diálise

Boa noite a todos, para quem não sabe sou renal crônico e acabei de fazer um transplante, copiei uma matéria do hospital Sírio Libanês de São Paulo...



Transplante Renal

Os rins têm como função principal filtrar o sangue, retirando impurezas que são produzidas diariamente por​ nosso organismo. Essas impurezas são eliminadas do corpo por meio da urina que os rins produzem. Se os rins de uma pessoa param de funcionar, ela necessitará ser submetida ao tratamento de di​álise ou ao transplante de rim.
O transplante de rim oferece aos pacientes em diálise a chance de uma maior independência e melhor qualidade de vida. Pode ocasionar também, na maioria das pessoas (mas não em todas), a diminuição dos riscos de mortalidade, quando comparados aos da diálise.
Consequências do transplante
A pessoa submetida a um transplante renal será capaz de voltar a ter uma dieta normal e a beber líquidos normalmente. Poderá exercer atividades normais, como trabalhar, estudar, viajar e praticar exercícios.
Entretanto, cria-se uma nova rotina na vida devido à necessidade de medicações que precisam ser tomadas todos os dias, em horários bem rígidos, além de consultas médicas e exames frequentes.
Para se ter ideia da qualidade de vida obtida pelos pacientes transplantados, existe a Olimpíada Internacional de Transplantados, cujos tempos e marcas não estão tão longe daqueles da Olimpíada convencional, na​ qual competem esportistas que nunca passaram por procedimentos como este.
Cirurgia de transplante
O Sírio-Libanês realiza transplantes renais desde a década de 1970. A cirurgia dura em geral de três a quatro horas e consiste em implantar o novo rim na região inferior do abdômen, unindo os vasos sanguíneos do receptor ao órgão transplantado, além de implantar o ureter (estrutura que leva a urina do rim para a bexiga) do novo rim na bexiga do paciente.
Como os rins do paciente não são retirados, o receptor fica, portanto, com três rins, mas só o rim transplantado funciona normalmente.
Há dois tipos de doadores: vivos e falecidos.
Geralmente os doadores vivos são parentes (mães, pais, irmãos, tios, avós), mas qualquer pessoa pode se dispor a ser doadora, desde que não apresente nenhum problema de saúde.
Se o doador não for um parente do receptor, há necessidade de autorização judicial para se fazer a doação, ocasião em que o juiz atestará o altruísmo da doação. No Brasil, compra e venda de órgãos é crime.
A vantagem do transplante com doador vivo é, principalmente, o planejamento da cirurgia (com dia e hora marcados) e o fato de que esses rins funcionam imediatamente após a cirurgia, trazendo o benefício da recuperação da função renal já durante a intervenção.
Os doadores falecidos são aquelas pessoas que sofrem morte cerebral (o cérebro para de funcionar, mas o coração continua batendo e o sangue continua circulando). Esses doadores estão, em geral, nas unidades de terapia intensiva dos hospitais e sendo mantidos por aparelhos e técnicas especiais para que os demais órgãos continuem funcionando até sua doação.
Há critérios bastante específicos para definir morte cerebral. É feita uma série de exames e dois médicos atestam que o cérebro do paciente deixou de funcionar. Além disso, a família precisa autorizar a doação, mesmo que a pessoa já tenha manifestado em vida vontade de doar seus órgãos.
A espera do transplante
Os pacientes que não possuem um doador vivo compatível necessitam de uma avaliação pré-transplante e podem entrar na lista de espera com doador falecido da Secretaria de Estado da Saúde. Caso isso aconteça, será colhida uma amostra de soro do paciente a cada 90 dias, que será encaminhada ao laboratório de imunogenética. Caso apareça um doador com a mesma tipagem sanguínea que a do paciente, seu soro servirá para a realização de exames com células do doador para verificar a compatibilidade.
Desde 1º de janeiro de 2002 está em vigor lei federal que distribui órgãos de acordo com a compatibilidade de tecidos entre o doador falecido e todos os pacientes da lista. O receptor mais compatível e com maior tempo de espera recebe o órgão. O médico do paciente é informado e convoca o paciente para o transplante.
O transplante renal com doador falecido tem resultado muito semelhante ao do doador vivo, a curto e longo prazos. Cerca de 40% desses rins não funcionam imediatamente após o transplante, mas entre 7 e 15 dias após a cirurgia. Nesse período, o paciente continua em diálise, aguardando pela recuperação do rim transplantado.
Rejeição
O organismo humano tem um sistema muito complexo (sistema imunológico) que reage contra órgãos estranhos nele introduzidos. É um sistema protetor contra infecções e câncer, mas infelizmente pode reconhecer o rim transplantado como "estranho". O organismo reagirá contra o rim e tentará destruí-lo. A esse processo os médicos denominam rejeição aguda. No entanto, o paciente recebe medicações para diminuir a chance dessa reação. Esses medicamentos, chamados de imunossupressores, serão tomados pelo paciente transplantado por toda a vida.
Em torno de 10% dos pacientes apresentam algum grau de rejeição, a maioria durante a primeira e a segunda semana após o transplante. Há várias maneiras de tratar a rejeição, que na maior parte das vezes é curada.
O paciente que se submete ao transplante de rins necessita de cuidados médicos contínuos e estará exposto a determinados riscos:
  • Apesar de ser uma cirurgia até certo ponto simples, o transplante envolve o risco inerente a qualquer ato cirúrgico.
  • Há a necessidade de uso de medicações imunossupressoras, que possuem determinados efeitos colaterais e podem trazer complicações.
  • O rim transplantado pode não funcionar e o paciente necessitará retornar à diálise.
Nem todos os pacientes podem receber um transplante de rim. Pessoas que tiveram câncer não curado, ou mesmo curado há pouco tempo, pacientes com infecções ativas e aqueles com doença grave em outros órgãos devem ser analisados individualmente.
O médico deve ajudar o paciente a decidir se o risco de um transplante é menor que os benefícios que ele lhe trará. Os riscos de um procedimento sempre levam em consideração a qualidade da equipe médica e do hospital transplantador.


Agora é aproveitar essa nova oportunidade que Deus me deu...
E graças a minha mãe que foi doadora.

Abraços a todos

Alfredo Souza
Blogueiro/Fotógrafo
contato@pardeideias.blog.br

terça-feira, 10 de março de 2020

Desmistificando o Transplante

A realização do transplante geralmente é cercada de muitas expectativas, sobretudo quando a pessoa está severamente doente.

Sabemos que o transplante proporciona melhora na qualidade de vida de quem o realiza, conforme já comprovado por inúmeras pesquisas. Para algumas pessoas, portadoras de certas doenças mais graves, a cirurgia representa, inclusive, a única chance de sobrevivência.

Apesar desses benefícios evidentes, queremos abordar aqui algumas questões importantes para você que é candidato ao transplante.

A idealização da cirurgia é bastante comum. O indivíduo doente muito freqüentemente atribui grande importância ao transplante, julgando que este poderá resolver boa parte de seus problemas atuais. Não é raro que alguns pacientes se voltem totalmente para a cirurgia, adiando todos os planos que têm para depois do transplante.

Enquanto você aguarda pela cirurgia, sempre que possível procure pensar em projetos de vida que possam ser colocados em prática na atualidade. Dê preferência aos planos que possam ser, de fato, concretizados, com um começo, meio e fim e que estejam dentro do seu alcance. Agindo assim, você se sentirá mais satisfeito consigo.

Tente encarar a espera pelo transplante como algo que pode lhe trazer benefícios. Lembre-se que nesse tempo você poderá se preparar melhor, não só fisicamente, mas também do ponto de vista emocional.

Outro erro a ser evitado é descuidar de seu estado físico. É comum que alguns pacientes digam que hoje em dia cometem alguns abusos, mas que depois da cirurgia “tudo vai mudar”.

Antes do transplante é essencial que você cuide de seu saúde e que colabore com o tratamento. Saiba que quanto mais seu organismo estiver equilibrado, maiores as chances de que a cirurgia seja bem sucedida.

Na fase pós-transplante é importante ter em mente que o organismo leva um tempo para se recuperar. É um momento no qual seu corpo precisará se acostumar com o novo órgão e com os remédios (imunossupressores) que você passará a usar rotineiramente. Alguns pacientes, por idealizarem demais o transplante, demonstram contrariedade e impaciência, ficam ansiosos ou deprimidos com a hospitalização e a recuperação mais prolongada.

Complicações pós-cirúrgicas podem acontecer, inclusive a rejeição do órgão, perspectiva esta que você deve também levar em consideração. É importante ressaltar, porém, que a equipe de saúde que o atende estará preparada para contornar os problemas que venham a ocorrer e que todo esforço será feito para que o transplante seja bem sucedido.

Após o transplante é importante que você evite se expor ao risco de contrair infecções que podem levar à rejeição do órgão. Você será orientado sobre isso, mas, se ainda tiver dúvidas a respeito, não se acanhe: informe-se com a equipe de saúde que o acompanha.

Aos poucos, você se sentirá em condição de retomar sua rotina e é importante que isso aconteça, logo que for possível.

O transplante deve ser encarado como algo que deve trazer benefícios em sua qualidade de vida. Evite ficar demasiadamente apegado à idéia de que, sendo transplantado, está impossibilitado de realizar coisas que, na verdade, está totalmente apto a fazer.

Isso não significa que você poderá cometer abusos. Vale lembrar que muitos casos de rejeição estão ligados à falta de colaboração do paciente com o tratamento e que este risco aumenta com o passar dos anos. Pacientes transplantados há mais tempo são os que correm maior risco de “relaxar” com o tratamento, mas isso pode também ocorrer com os recém-transplantados.

Lembre-se que o transplante é uma forma de melhorar sua sa ú de e sua qualidade de vida, mas que a cirurgia ou a equipe de sa ú de, sozinhas, n ã o poder ã o proporcionar isso a voc ê , sem que haja sua participa çã o .

Tenha em mente que o transplante é um “ caminho ” que pode ser percorrido de diversas maneiras. Muito do que acontece nesse percurso depende exclusivamente de você !


Espero que esse post ajudem a entender um pouco mais sobre transplante.

Retirado de :  www.abto.org.br

Abraços 

Alfredo Souza
Blogueiro/Fotógrafo
contato@pardeideias.blog.br