quarta-feira, 18 de março de 2020

O que é coronavírus? (COVID-19)

Coronav√≠rus √© uma fam√≠lia de v√≠rus que causam infec√ß√Ķes respirat√≥rias. O novo agente do coronav√≠rus foi descoberto em 31/12/19 ap√≥s casos registrados na China. Provoca a doen√ßa chamada de coronav√≠rus (COVID-19).
Os primeiros coronavírus humanos foram isolados pela primeira vez em 1937. No entanto, foi em 1965 que o vírus foi descrito como coronavírus, em decorrência do perfil na microscopia, parecendo uma coroa.
A maioria das pessoas se infecta com os coronavírus comuns ao longo da vida, sendo as crianças pequenas mais propensas a se infectarem com o tipo mais comum do vírus. Os coronavírus mais comuns que infectam humanos são o alpha coronavírus 229E e NL63 e beta coronavírus OC43, HKU1.

O que você precisa saber e fazer.
Como prevenir o cont√°gio:


Lave as m√£os com √°gua e sab√£o ou use √°lcool em gel.

Cubra o nariz e boca ao espirrar ou tossir.


Evite aglomera√ß√Ķes se estiver doente.


Mantenha os ambientes bem ventilados.

N√£o compartilhe objetos pessoais.

Gente, vamos nos cuidar e PREVENIR...

Abraços

Alfredo Souza
Blogueiro/Fotógrafo

domingo, 15 de março de 2020

Transplante Renal . Nefrologia e di√°lise

Boa noite a todos, para quem n√£o sabe sou renal cr√īnico e acabei de fazer um transplante, copiei uma mat√©ria do hospital S√≠rio Liban√™s de S√£o Paulo...



Transplante Renal

Os rins t√™m como fun√ß√£o principal filtrar o sangue, retirando impurezas que s√£o produzidas diariamente por​ nosso organismo. Essas impurezas s√£o eliminadas do corpo por meio da urina que os rins produzem. Se os rins de uma pessoa param de funcionar, ela necessitar√° ser submetida ao tratamento de di​√°lise ou ao transplante de rim.
O transplante de rim oferece aos pacientes em diálise a chance de uma maior independência e melhor qualidade de vida. Pode ocasionar também, na maioria das pessoas (mas não em todas), a diminuição dos riscos de mortalidade, quando comparados aos da diálise.
Consequências do transplante
A pessoa submetida a um transplante renal ser√° capaz de voltar a ter uma dieta normal e a beber l√≠quidos normalmente. Poder√° exercer atividades normais, como trabalhar, estudar, viajar e praticar exerc√≠cios.
Entretanto, cria-se uma nova rotina na vida devido √† necessidade de medica√ß√Ķes que precisam ser tomadas todos os dias, em hor√°rios bem r√≠gidos, al√©m de consultas m√©dicas e exames frequentes.
Para se ter ideia da qualidade de vida obtida pelos pacientes transplantados, existe a Olimp√≠ada Internacional de Transplantados, cujos tempos e marcas n√£o est√£o t√£o longe daqueles da Olimp√≠ada convencional, na​ qual competem esportistas que nunca passaram por procedimentos como este.
Cirurgia de transplante
O S√≠rio-Liban√™s realiza transplantes renais desde a d√©cada de 1970. A cirurgia dura em geral de tr√™s a quatro horas e consiste em implantar o novo rim na regi√£o inferior do abd√īmen, unindo os vasos sangu√≠neos do receptor ao √≥rg√£o transplantado, al√©m de implantar o ureter (estrutura que leva a urina do rim para a bexiga) do novo rim na bexiga do paciente.
Como os rins do paciente não são retirados, o receptor fica, portanto, com três rins, mas só o rim transplantado funciona normalmente.
H√° dois tipos de doadores: vivos e falecidos.
Geralmente os doadores vivos s√£o parentes (m√£es, pais, irm√£os, tios, av√≥s), mas qualquer pessoa pode se dispor a ser doadora, desde que n√£o apresente nenhum problema de sa√ļde.
Se o doador não for um parente do receptor, há necessidade de autorização judicial para se fazer a doação, ocasião em que o juiz atestará o altruísmo da doação. No Brasil, compra e venda de órgãos é crime.
A vantagem do transplante com doador vivo é, principalmente, o planejamento da cirurgia (com dia e hora marcados) e o fato de que esses rins funcionam imediatamente após a cirurgia, trazendo o benefício da recuperação da função renal já durante a intervenção.
Os doadores falecidos são aquelas pessoas que sofrem morte cerebral (o cérebro para de funcionar, mas o coração continua batendo e o sangue continua circulando). Esses doadores estão, em geral, nas unidades de terapia intensiva dos hospitais e sendo mantidos por aparelhos e técnicas especiais para que os demais órgãos continuem funcionando até sua doação.
H√° crit√©rios bastante espec√≠ficos para definir morte cerebral. √Č feita uma s√©rie de exames e dois m√©dicos atestam que o c√©rebro do paciente deixou de funcionar. Al√©m disso, a fam√≠lia precisa autorizar a doa√ß√£o, mesmo que a pessoa j√° tenha manifestado em vida vontade de doar seus √≥rg√£os.
A espera do transplante
Os pacientes que n√£o possuem um doador vivo compat√≠vel necessitam de uma avalia√ß√£o pr√©-transplante e podem entrar na lista de espera com doador falecido da Secretaria de Estado da Sa√ļde. Caso isso aconte√ßa, ser√° colhida uma amostra de soro do paciente a cada 90 dias, que ser√° encaminhada ao laborat√≥rio de imunogen√©tica. Caso apare√ßa um doador com a mesma tipagem sangu√≠nea que a do paciente, seu soro servir√° para a realiza√ß√£o de exames com c√©lulas do doador para verificar a compatibilidade.
Desde 1¬ļ de janeiro de 2002 est√° em vigor lei federal que distribui √≥rg√£os de acordo com a compatibilidade de tecidos entre o doador falecido e todos os pacientes da lista. O receptor mais compat√≠vel e com maior tempo de espera recebe o √≥rg√£o. O m√©dico do paciente √© informado e convoca o paciente para o transplante.
O transplante renal com doador falecido tem resultado muito semelhante ao do doador vivo, a curto e longo prazos. Cerca de 40% desses rins não funcionam imediatamente após o transplante, mas entre 7 e 15 dias após a cirurgia. Nesse período, o paciente continua em diálise, aguardando pela recuperação do rim transplantado.
Rejeição
O organismo humano tem um sistema muito complexo (sistema imunol√≥gico) que reage contra √≥rg√£os estranhos nele introduzidos. √Č um sistema protetor contra infec√ß√Ķes e c√Ęncer, mas infelizmente pode reconhecer o rim transplantado como "estranho". O organismo reagir√° contra o rim e tentar√° destru√≠-lo. A esse processo os m√©dicos denominam rejei√ß√£o aguda. No entanto, o paciente recebe medica√ß√Ķes para diminuir a chance dessa rea√ß√£o. Esses medicamentos, chamados de imunossupressores, ser√£o tomados pelo paciente transplantado por toda a vida.
Em torno de 10% dos pacientes apresentam algum grau de rejeição, a maioria durante a primeira e a segunda semana após o transplante. Há várias maneiras de tratar a rejeição, que na maior parte das vezes é curada.
O paciente que se submete ao transplante de rins necessita de cuidados médicos contínuos e estará exposto a determinados riscos:
  • Apesar de ser uma cirurgia at√© certo ponto simples, o transplante envolve o risco inerente a qualquer ato cir√ļrgico.
  • H√° a necessidade de uso de medica√ß√Ķes imunossupressoras, que possuem determinados efeitos colaterais e podem trazer complica√ß√Ķes.
  • O rim transplantado pode n√£o funcionar e o paciente necessitar√° retornar √† di√°lise.
Nem todos os pacientes podem receber um transplante de rim. Pessoas que tiveram c√Ęncer n√£o curado, ou mesmo curado h√° pouco tempo, pacientes com infec√ß√Ķes ativas e aqueles com doen√ßa grave em outros √≥rg√£os devem ser analisados individualmente.
O médico deve ajudar o paciente a decidir se o risco de um transplante é menor que os benefícios que ele lhe trará. Os riscos de um procedimento sempre levam em consideração a qualidade da equipe médica e do hospital transplantador.


Agora é aproveitar essa nova oportunidade que Deus me deu...
E graças a minha mãe que foi doadora.

Abraços a todos

Alfredo Souza
Blogueiro/Fotógrafo
contato@pardeideias.blog.br

terça-feira, 10 de março de 2020

Desmistificando o Transplante

A realização do transplante geralmente é cercada de muitas expectativas, sobretudo quando a pessoa está severamente doente.

Sabemos que o transplante proporciona melhora na qualidade de vida de quem o realiza, conforme j√° comprovado por in√ļmeras pesquisas. Para algumas pessoas, portadoras de certas doen√ßas mais graves, a cirurgia representa, inclusive, a √ļnica chance de sobreviv√™ncia.

Apesar desses benef√≠cios evidentes, queremos abordar aqui algumas quest√Ķes importantes para voc√™ que √© candidato ao transplante.

A idealiza√ß√£o da cirurgia √© bastante comum. O indiv√≠duo doente muito freq√ľentemente atribui grande import√Ęncia ao transplante, julgando que este poder√° resolver boa parte de seus problemas atuais. N√£o √© raro que alguns pacientes se voltem totalmente para a cirurgia, adiando todos os planos que t√™m para depois do transplante.

Enquanto você aguarda pela cirurgia, sempre que possível procure pensar em projetos de vida que possam ser colocados em prática na atualidade. Dê preferência aos planos que possam ser, de fato, concretizados, com um começo, meio e fim e que estejam dentro do seu alcance. Agindo assim, você se sentirá mais satisfeito consigo.

Tente encarar a espera pelo transplante como algo que pode lhe trazer benefícios. Lembre-se que nesse tempo você poderá se preparar melhor, não só fisicamente, mas também do ponto de vista emocional.

Outro erro a ser evitado √© descuidar de seu estado f√≠sico. √Č comum que alguns pacientes digam que hoje em dia cometem alguns abusos, mas que depois da cirurgia “tudo vai mudar”.

Antes do transplante √© essencial que voc√™ cuide de seu sa√ļde e que colabore com o tratamento. Saiba que quanto mais seu organismo estiver equilibrado, maiores as chances de que a cirurgia seja bem sucedida.

Na fase p√≥s-transplante √© importante ter em mente que o organismo leva um tempo para se recuperar. √Č um momento no qual seu corpo precisar√° se acostumar com o novo √≥rg√£o e com os rem√©dios (imunossupressores) que voc√™ passar√° a usar rotineiramente. Alguns pacientes, por idealizarem demais o transplante, demonstram contrariedade e impaci√™ncia, ficam ansiosos ou deprimidos com a hospitaliza√ß√£o e a recupera√ß√£o mais prolongada.

Complica√ß√Ķes p√≥s-cir√ļrgicas podem acontecer, inclusive a rejei√ß√£o do √≥rg√£o, perspectiva esta que voc√™ deve tamb√©m levar em considera√ß√£o. √Č importante ressaltar, por√©m, que a equipe de sa√ļde que o atende estar√° preparada para contornar os problemas que venham a ocorrer e que todo esfor√ßo ser√° feito para que o transplante seja bem sucedido.

Ap√≥s o transplante √© importante que voc√™ evite se expor ao risco de contrair infec√ß√Ķes que podem levar √† rejei√ß√£o do √≥rg√£o. Voc√™ ser√° orientado sobre isso, mas, se ainda tiver d√ļvidas a respeito, n√£o se acanhe: informe-se com a equipe de sa√ļde que o acompanha.

Aos poucos, você se sentirá em condição de retomar sua rotina e é importante que isso aconteça, logo que for possível.

O transplante deve ser encarado como algo que deve trazer benefícios em sua qualidade de vida. Evite ficar demasiadamente apegado à idéia de que, sendo transplantado, está impossibilitado de realizar coisas que, na verdade, está totalmente apto a fazer.

Isso n√£o significa que voc√™ poder√° cometer abusos. Vale lembrar que muitos casos de rejei√ß√£o est√£o ligados √† falta de colabora√ß√£o do paciente com o tratamento e que este risco aumenta com o passar dos anos. Pacientes transplantados h√° mais tempo s√£o os que correm maior risco de “relaxar” com o tratamento, mas isso pode tamb√©m ocorrer com os rec√©m-transplantados.

Lembre-se que o transplante √© uma forma de melhorar sua sa √ļ de e sua qualidade de vida, mas que a cirurgia ou a equipe de sa √ļ de, sozinhas, n √£ o poder √£ o proporcionar isso a voc √™ , sem que haja sua participa √ß√£ o .

Tenha em mente que o transplante √© um “ caminho ” que pode ser percorrido de diversas maneiras. Muito do que acontece nesse percurso depende exclusivamente de voc√™ !


Espero que esse post ajudem a entender um pouco mais sobre transplante.

Retirado de :  www.abto.org.br

Abra√ßos 

Alfredo Souza
Blogueiro/Fotógrafo
contato@pardeideias.blog.br