domingo, 15 de março de 2020

Transplante Renal . Nefrologia e diálise

Boa noite a todos, para quem não sabe sou renal crônico e acabei de fazer um transplante, copiei uma matéria do hospital Sírio Libanês de São Paulo...



Transplante Renal

Os rins têm como função principal filtrar o sangue, retirando impurezas que são produzidas diariamente por​ nosso organismo. Essas impurezas são eliminadas do corpo por meio da urina que os rins produzem. Se os rins de uma pessoa param de funcionar, ela necessitará ser submetida ao tratamento de di​álise ou ao transplante de rim.
O transplante de rim oferece aos pacientes em diálise a chance de uma maior independência e melhor qualidade de vida. Pode ocasionar também, na maioria das pessoas (mas não em todas), a diminuição dos riscos de mortalidade, quando comparados aos da diálise.
Consequências do transplante
A pessoa submetida a um transplante renal será capaz de voltar a ter uma dieta normal e a beber líquidos normalmente. Poderá exercer atividades normais, como trabalhar, estudar, viajar e praticar exercícios.
Entretanto, cria-se uma nova rotina na vida devido à necessidade de medicações que precisam ser tomadas todos os dias, em horários bem rígidos, além de consultas médicas e exames frequentes.
Para se ter ideia da qualidade de vida obtida pelos pacientes transplantados, existe a Olimpíada Internacional de Transplantados, cujos tempos e marcas não estão tão longe daqueles da Olimpíada convencional, na​ qual competem esportistas que nunca passaram por procedimentos como este.
Cirurgia de transplante
O Sírio-Libanês realiza transplantes renais desde a década de 1970. A cirurgia dura em geral de três a quatro horas e consiste em implantar o novo rim na região inferior do abdômen, unindo os vasos sanguíneos do receptor ao órgão transplantado, além de implantar o ureter (estrutura que leva a urina do rim para a bexiga) do novo rim na bexiga do paciente.
Como os rins do paciente não são retirados, o receptor fica, portanto, com três rins, mas só o rim transplantado funciona normalmente.
Há dois tipos de doadores: vivos e falecidos.
Geralmente os doadores vivos são parentes (mães, pais, irmãos, tios, avós), mas qualquer pessoa pode se dispor a ser doadora, desde que não apresente nenhum problema de saúde.
Se o doador não for um parente do receptor, há necessidade de autorização judicial para se fazer a doação, ocasião em que o juiz atestará o altruísmo da doação. No Brasil, compra e venda de órgãos é crime.
A vantagem do transplante com doador vivo é, principalmente, o planejamento da cirurgia (com dia e hora marcados) e o fato de que esses rins funcionam imediatamente após a cirurgia, trazendo o benefício da recuperação da função renal já durante a intervenção.
Os doadores falecidos são aquelas pessoas que sofrem morte cerebral (o cérebro para de funcionar, mas o coração continua batendo e o sangue continua circulando). Esses doadores estão, em geral, nas unidades de terapia intensiva dos hospitais e sendo mantidos por aparelhos e técnicas especiais para que os demais órgãos continuem funcionando até sua doação.
Há critérios bastante específicos para definir morte cerebral. É feita uma série de exames e dois médicos atestam que o cérebro do paciente deixou de funcionar. Além disso, a família precisa autorizar a doação, mesmo que a pessoa já tenha manifestado em vida vontade de doar seus órgãos.
A espera do transplante
Os pacientes que não possuem um doador vivo compatível necessitam de uma avaliação pré-transplante e podem entrar na lista de espera com doador falecido da Secretaria de Estado da Saúde. Caso isso aconteça, será colhida uma amostra de soro do paciente a cada 90 dias, que será encaminhada ao laboratório de imunogenética. Caso apareça um doador com a mesma tipagem sanguínea que a do paciente, seu soro servirá para a realização de exames com células do doador para verificar a compatibilidade.
Desde 1º de janeiro de 2002 está em vigor lei federal que distribui órgãos de acordo com a compatibilidade de tecidos entre o doador falecido e todos os pacientes da lista. O receptor mais compatível e com maior tempo de espera recebe o órgão. O médico do paciente é informado e convoca o paciente para o transplante.
O transplante renal com doador falecido tem resultado muito semelhante ao do doador vivo, a curto e longo prazos. Cerca de 40% desses rins não funcionam imediatamente após o transplante, mas entre 7 e 15 dias após a cirurgia. Nesse período, o paciente continua em diálise, aguardando pela recuperação do rim transplantado.
Rejeição
O organismo humano tem um sistema muito complexo (sistema imunológico) que reage contra órgãos estranhos nele introduzidos. É um sistema protetor contra infecções e câncer, mas infelizmente pode reconhecer o rim transplantado como "estranho". O organismo reagirá contra o rim e tentará destruí-lo. A esse processo os médicos denominam rejeição aguda. No entanto, o paciente recebe medicações para diminuir a chance dessa reação. Esses medicamentos, chamados de imunossupressores, serão tomados pelo paciente transplantado por toda a vida.
Em torno de 10% dos pacientes apresentam algum grau de rejeição, a maioria durante a primeira e a segunda semana após o transplante. Há várias maneiras de tratar a rejeição, que na maior parte das vezes é curada.
O paciente que se submete ao transplante de rins necessita de cuidados médicos contínuos e estará exposto a determinados riscos:
  • Apesar de ser uma cirurgia até certo ponto simples, o transplante envolve o risco inerente a qualquer ato cirúrgico.
  • Há a necessidade de uso de medicações imunossupressoras, que possuem determinados efeitos colaterais e podem trazer complicações.
  • O rim transplantado pode não funcionar e o paciente necessitará retornar à diálise.
Nem todos os pacientes podem receber um transplante de rim. Pessoas que tiveram câncer não curado, ou mesmo curado há pouco tempo, pacientes com infecções ativas e aqueles com doença grave em outros órgãos devem ser analisados individualmente.
O médico deve ajudar o paciente a decidir se o risco de um transplante é menor que os benefícios que ele lhe trará. Os riscos de um procedimento sempre levam em consideração a qualidade da equipe médica e do hospital transplantador.


Agora é aproveitar essa nova oportunidade que Deus me deu...
E graças a minha mãe que foi doadora.

Abraços a todos

Alfredo Souza
Blogueiro/Fotógrafo
contato@pardeideias.blog.br

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